"Amei e odiei como toda gente, Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo. E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo" (F. Pessoa)

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>> Solfejo frenético

25 de junho de 2009 | Dhay

"Meu fogo também me arde
Às vezes
Me vejo tão triste...

Solfejando o desacelerar ritmado do coração que bate, calorosamente, desenfreado. Homeostase natural. Julga e subjulga atos e escolhas. Tateando meu universo, rolo na cama e não durmo. Naturalmente as páginas lidas sentem o inusitado fulgor - então descoberto - da re-escrita. Extravagante e decepcionante interpretação terceira, pensando que apenas estou, enquanto tento dizer: eu sou. Deixo o silêncio precípuo desafiar minha indignação - inconstante - adversa ao frêmito encantador de minhas preciosas particularidades.
Se quem cala consente, eu apenas sinto...
[ Sinto muito! ]
...Porque às vezes
Meu coração não responde
Só se esconde e dói..."
(Não vá ainda - Zélia Duncan)

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>> Solfejo frenético

| Dhay

"Meu fogo também me arde
Às vezes
Me vejo tão triste...

Solfejando o desacelerar ritmado do coração que bate, calorosamente, desenfreado. Homeostase natural. Julga e subjulga atos e escolhas. Tateando meu universo, rolo na cama e não durmo. Naturalmente as páginas lidas sentem o inusitado fulgor - então descoberto - da re-escrita. Extravagante e decepcionante interpretação terceira, pensando que apenas estou, enquanto tento dizer: eu sou. Deixo o silêncio precípuo desafiar minha indignação - inconstante - adversa ao frêmito encantador de minhas preciosas particularidades.
Se quem cala consente, eu apenas sinto...
[ Sinto muito! ]
...Porque às vezes
Meu coração não responde
Só se esconde e dói..."
(Não vá ainda - Zélia Duncan)

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>> Encontrando o eixo

24 de junho de 2009 | Dhay

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicído!
(Zeca Baleiro)

Em mim há tanto do que já fui. Do que já neguei e reneguei.
Vezes a mim mesma. Outras a quem quis ver. Inventei personagens para atuar dentro do palco do meu mundo, que não abro. Que nunca abri. Se acontece, eu mesma saio de lá. Reinvento a mim mesma. Honrosa saída do flagrante tão óbvio. E no instante desprogramado não neguei, aceitei a força maior da erupção. De um não calar e fazer-me sentir. Proibida para mim mesma. E então olhei, encarei o meu olhar no seu... só ali eu aceitei. No palco histórico da Independencia do país, declamei a minha. Aceitando meu melhor - e único - olhar. Sem desvios enxerguei retorno, porque sempre esteve aqui... lá dentro de mim, refletido em você. O palpitar disse ainda mais... palpitava de mim para vc. E nunca mais tive paz...
[porque sempre está ligada ao teu sorriso tocando o meu.]

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>> Encontrando o eixo

| Dhay

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicído!
(Zeca Baleiro)

Em mim há tanto do que já fui. Do que já neguei e reneguei.
Vezes a mim mesma. Outras a quem quis ver. Inventei personagens para atuar dentro do palco do meu mundo, que não abro. Que nunca abri. Se acontece, eu mesma saio de lá. Reinvento a mim mesma. Honrosa saída do flagrante tão óbvio. E no instante desprogramado não neguei, aceitei a força maior da erupção. De um não calar e fazer-me sentir. Proibida para mim mesma. E então olhei, encarei o meu olhar no seu... só ali eu aceitei. No palco histórico da Independencia do país, declamei a minha. Aceitando meu melhor - e único - olhar. Sem desvios enxerguei retorno, porque sempre esteve aqui... lá dentro de mim, refletido em você. O palpitar disse ainda mais... palpitava de mim para vc. E nunca mais tive paz...
[porque sempre está ligada ao teu sorriso tocando o meu.]

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Subitamente distraída

23 de junho de 2009 | Dhay

"Que vire vento e sopre feito um furacão
Que nesse fogo, por amor, eu ponho a mão"
(Olhos Profundos - Renato Teixeira)

Distraindo o certo que tão incerto se apresenta. Vou traindo instintos naturais facilmente descrentes e inabaláveis que, de fato - e não o ato em si - traz a morte instantânea e renascimento outro. Anseia, causa, grita quando, então, emudece. Aumenta o espaço e impede o abraço. Paciente espera. E todo momento se salva, enaltecido pelas palavras que chegam escritas, ouvidas, faladas ou rimadas. Encaixando-se no que nem cabe, nem sobra, nem falta, apenas se molda. E visto a moldura. Norteando despedida e boas-vindas. Tomada de alegria, despeço-me, todos os dias, de mais um dia que não fui embalada magicamente no sono do meu melhor sonho. E de um sabor único, embora inexplorado. Imaculado e almejado em minh´alma. E dou boas vindas a todo dia que renasço em mim mesma, tão repleta de mim e do que tenho, alimentando mais um dia amanhecido, entoado. Calado ou não. E subitamente: um beijo! Dado, lembrado ou desejado. Mas sempre um beijo!

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Sentidos

22 de junho de 2009 | Dhay

"somos beijos de partida e abraço de quem chegou
E o que resta sem sentido (...) nado o que for preciso
em busca de um porto pro meu coração"
(Abaçaiado - F. Anitelli)

Ausente alguns sentidos: tato, olfato, paladar, audição...
Fica apenas a visão. Talvez distorcida.
Percepção rara e clara do que nem chegou e já se despede.
Entorpecida, recuo. Vejo ir... e acelero o "até logo".
Porque só sei do que bate em mim. Não sei o que quer o mar ao quebrar suas ondas na areia ...

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>> Querer

21 de junho de 2009 | Dhay

Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
(Estrada Nova - O. Montenegro)

Penso.
Sonho.
Sinto.
Olho pra frente.
Busco referência.
No que passou.
E passou.
Não passe, por favor!
Surpreendo-me.
Vejo.
Lembro.
Esqueço.
Entrego.
Fecho os olhos.
Procuro.
Onde?
Incompleto.
Futuro.
Acerto.
Erro.
Vivo.
Proibo pensar.
Lembrar.
Querer.
Afinal
tudo passa...
O instante agora não é o instante depois.
Acaba.
Escorre das mãos...
Se pensar, já foi..
DROGA, então pensei!

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>> Entenda...

18 de junho de 2009 | Dhay

"... qdo eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar..."

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>> Isso é Rock n´roll

17 de junho de 2009 | Dhay

Pela manhã, a trilha sonora foi escolhida por gritar mais alto que meus pensamentos, que explodiam, mas sufocadas na voz, melódicamente gritada, do Kurt...
Agora, fico com a suavidade da voz de Paul McCartney...
Para acalmar os mesmos pensamentos, que incontrolávelmente, ainda brotam e transbordam no peito...
quase querendo sangrar...

http://www.youtube.com/watch?v=4oZYqAeIdYk&feature=fvw

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.


Let it be, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.


Let it be, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.

Rock n´roll é, acima de tudo, atitude.
É fazer.. calar ou gritar...
Expor ou esconder...
É acreditar ... só na atitude.
LET IT BE, beatlesmente cantando
I like it - I'm not gonna crack - Nirvanamente cantando.
It´s only rock n´roll.. hehehe...




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>> FOGO! FOGO!

14 de abril de 2009 | Dhay

(...)Digo que quebro as telhas
Da nossa grande construção
Pra durmir na amplidão

E o sol rodando vermelho...
E o sol pregado no azul...
E o sol rodando no céu...
E o sol suspenso no ar!...

(...)No fundo dos olhos, na alma do corpo,
No Fogo! Fogo!
Na alma do corpo, no fundo dos olhos,
No Fogo! Fogo!
Fogo! Fogo!...

(Louco de Deus - Cordel do Fogo Encantado)

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